Paladar
Movimento Inspirar: cultivo, meditação e cozinha para crianças
29 de Maio de 2017
inspira

Com o mundo globalizado, um paradoxo: os filhos da Geração Coca-Cola estão questionando os seus valores. Não falo somente dos valores políticos - que no Brasil estão enaltecidos -, mas de uma nova forma de encarar a vida. Para provar isso, quero apresentar a vocês duas meninas, a Bárbara Remus e a Jamile Ferreira, que descobriram através das técnicas de meditação e de processos sensoriais a relação das crianças com a alimentação. Graduadas em Gastronomia, com um olhar transdisciplinar sobre a origem dos nutrientes e sobre a forma como agem em nosso corpo, elas resolveram movimentar o mundo com boas inspirações criando o Movimento Inspirar.

“Percebemos que a relação das crianças com os alimentos é muito baseada na imposição, e elas não possuem um conhecimento do alimento e do ciclo que isso envolve. Por isso, acabam se interessando mais por industrializados. Para as crianças, alimentar-se precisa ter sentido”, contam as sócias fundadoras do projeto.

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Com o objetivo de proporcionar uma vivência nova em nutrição para crianças de quatro a dez anos, oferecem oficinas em escolas públicas e particulares. Nos encontros, trabalham sobre os ciclos da natureza e procuram desenvolver o olhar interno de cada participante. Como as sócias falam, querem atingir uma corrente do bem, a comunidade, pais e professores, para que assim a evolução dos alunos seja melhor.

“Mesmo com tanta carência em educação alimentar, as escolas não dão ênfase a este assunto. Por isso, unimos nosso conhecimento com a prática da educação para passar adiante ensinamentos como cultivo, meditação e cozinhar”, complementam.

Como funcionam os encontros?

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O Movimento Inspirar oferece três modelos de projetos: Cirandar (Meditação e Mindfulness), Merendar (Consciência Alimentar e Cozinhar) e Cultivar (Sustentabilidade e Conexão com a Natureza). A partir desses macrotemas são desenhadas aulas exclusivas, de acordo com as necessidades do grupo, as quais são identificadas através de um formulário preenchido pelos pais ou responsáveis.

“Partimos sempre de um ingrediente que achamos que tem muito a contar ou de temas de meditação. A oficina do Mel, por exemplo, surgiu da ideia de contar sobre a complexidade desse alimento e de que existem diversos tipos com características bem diferentes. Já a do arco-íris partiu da meditação”, falam Bárbara e Jamile.

A prova que estão dando certo essas movimentações? Conto para vocês a história do Pedrinho. Um menino que não comia diversos alimentos, entre eles o queijo. Na Oficina Mel, as meninas realizaram a análise sensorial vendando os alunos, e, adivinha quem adorou comer queijo com mel...? O Pedrinho! Depois disso, ele participou de outras experiências muito mais aberto e disposto.

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Créditos das imagens: Bárbara Remus e Jamile Wayne

E, você, de que maneira acredita que pode ajudar a nossa sociedade a evoluir? Envie a sua história de empreendedorismo com impacto através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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Christiane Luckow |
29 de Maio de 2017
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