disrupção
Abundância: um novo paradigma para a evolução dos negócios
03 de Dezembro de 2017
inspira

A vida se propaga em rede e está sempre amadurecendo.

Essa é a primeira lição do estudioso das redes, modelos distribuídos e membro da organização aberta Prospera Oswaldo Oliveira. Se tudo é uma variável, a única constante nesse contexto, segundo ele, é o processo de evolução. Com isso, a ideia de modelos de negócios individuais é desconstruída a partir da lógica da abundância, objeto de estudo de Oliveira, e também um novo paradigma para explicar as relações na sociedade e na economia.

“Vivemos uma época de crise. Estamos na transição da sociedade humana de modelo industrial para o modelo em rede”, fala o estudioso e cita a visão sistêmica para explicar sua nova forma de apresentar o mundo: ao seu ver a separação é uma ilusão, uma construção mental, pois somos interdependentes seja como humanos, marcas ou instituições.

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No seu modelo de abundância, a conexão entre seres, objetos e quaisquer outras atividades é formada por um sistema de distribuição abundante. Podemos tudo, desde que juntos. Quando nos separamos, nos colocamos em uma situação de escassez.

“O padrão ‘firma’ não esteve sempre aqui. Antigamente, as pessoas faziam negócios e comercializavam através de praças públicas. De repente, se entendeu que se organizasse como firma o custo de transação ficaria menor. Houve uma evolução de um padrão do comerciante individual em praça pública para um processo de organização do tipo firma”, argumenta Oliveira.

Organizar-se em rede, segundo o que Oliveira observa, proporciona um consumo muito menor. E, neste sentido, todos precisam se adaptar, inclusive as corporações.

“O universo é gigantesco. Não fazemos nada para o outro, mas sim para a nossa integridade. O ser humano não consegue agir pelo todo. Nós não conseguimos definir o movimento do oceano, procuro eu sendo gota me sentir oceano. Esse é o desafio de entrar em rede. É você, na intimidade e emocionalmente, se sentir integrado ao todo” - Oswaldo Oliveira.

A questão está em como acessar esses novos formatos: é necessário rever o que configuramos em nossas mentes, que ele chama de "paradigma da escassez". Para esse olhar mais individual (e que dita atualmente nossa sociedade e economia), a crença fundamental é de que não há tudo para todos, é necessário estocar e criar centros de proteção. Já o conceito apresentado para os tempos atuais (ou futuros), prevê o trabalho na integralidade e na exponencialidade. Na abundância, há inclusão da diversidade. Não é porque você escolheu viver a escassez que você não pode viver no abundante.

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AMBIENTE PROSPERA

Na sociedade do modelo industrial, a Prospera surge como uma iniciativa de organização aberta que segue um modelo econômico exponencial e abundante. Não é empresa, cooperativa ou fundação e nem há um Certificado Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). É um ambiente que está presente em espaços físicos, mas também digitais, dentro da estrutura de tecnologia do Blockchain e utilizando o Ethereum como criptomoeda. Assim, a palavra “ambiente” é aplicada como um local de interação, onde o importante é propagar uma cultura e, neste caso, é a da abundância.

O propósito da Prospera está em ser um local que possibilite a geração de recursos materiais necessários para a sobrevivência das pessoas sem comprometer a liberdade e a criatividade.

“É uma iniciativa que cria um ambiente onde você pode exercitar conhecimento e gerar receita. A receita se dá a partir dos objetos que já existem e não há um caixa na Prospera. Você gera dinheiro para você”, complementa Oswaldo.

O dinheiro não fica centralizado. Cada nó conectado (pessoa) tem um bolso onde está o seu dinheiro individual e, neste modelo, ela também tem o livre arbítrio de contribuir, se quiser e quando quiser, para enviar receita para a Poupança Coletiva Distribuída. O local coletivo, redistribui os valores proporcionalmente e de acordo com o que cada prospr (nó da malha) contribuiu.

“É o campo da escolha individual que possibilita a inovação e a criação. É o fato de olhar criticamente para criar e ter liberdade, mas para outra sobrevivência você precisa da dimensão do coletivo. As duas pontas precisam estar presentes sem uma anular a outra. A gente pode ser separado do todo ou integrado ao todo. Essa é a diferença do mundo industrial para o modelo em rede”, finaliza Oswaldo.

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA:

 

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Christiane Luckow |
03 de Dezembro de 2017
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